Not�cias

Frio atpico aquece vendas do vesturio de inverno

16/08/2013

De acordo com a empresária Kenya Matos, o inverno atípico pegou muitos comerciantes de surpresa este ano

Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, ferramenta de dimensionamento de mercado, aponta que cada brasileiro deva gastar neste ano, em média, R$ 786 com vestuário. O valor é superior ao estimado em 2012, quando a média nacional foi de 

R$ 670. De acordo com o estudo, as classes B e C serão as maiores consumidoras, com 40% do potencial de consumo.

Isso representa um total de R$ 129 bilhões estimados para 2013, 18% a mais do que no ano passado. Em Uberaba, o momento é positivo para o mercado, mesmo em razão da concorrência dos produtos importados.

Para a proprietária de uma loja especializada em moda feminina na cidade, Kenya Mattos, o inverno pegou os comerciantes e empresários do ramo em Uberaba de surpresa, mas nem isso não prejudicou as vendas. “Faltou um pouco de produtos do inverno e acabamos deixando de atender nesse aspecto. Mas como Uberaba é uma cidade quente, trabalhei mais com a meia estação e teve bastante saída”, destaca. 

De acordo com Lídia Assunção Lemos Palhares, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Uberaba, este ano houve um aumento significativo, de mais de 18%, nas vendas em função do inverno mais rigoroso e atípico. “As lojas já estão fazendo liquidações, iniciadas antes mesmo do início da estação. E como o inverno foi mais rigoroso este ano as vendas foram mais aquecidas, mas a mudança de estação é muito boa para o comércio e para a indústria. Geralmente o verão é mais agradável, mais colorido e as pessoas têm mais entusiasmo para comprar. O colorido das vitrines atrai mais os clientes”, afirma.

Para aumentar as vendas dos produtos da próxima estação, Kenya vem apostando na modernidade. “Fizemos uma promoção com desconto de 40% em toda a loja, o que praticamente limpou o estoque de peças que eram ideais para usar com o clima de agora. Já a coleção nova substituiu as cores mais escuras, voltando com as estampas e o colorido, a tendência da nova coleção. 

Procuramos ter muitas peças diferenciadas, inclusive algo que antigamente as pessoas tinham receio de usar, como o short-saia assimétrico, a estampa de azulejo e as calças estampadas. Buscamos estar sempre renovando o estoque com novas peças e divulgando as novidades pelas redes sociais para atrair a clientela”, completa.

A coleção sofre uma redução de preço, ainda que mínima, já que as peças de inverno costumam ter um custo mais alto em função dos tecidos mais pesados e com mais acabamento. “No verão é diferente, mais despojado. A coleção vem com camisetas básicas ou bordadas, vestidos leves e coloridos. Além do mais, as pessoas que querem consumir compram mesmo no intuito de esquecer o guarda-roupa de inverno. Aposto muito que essa característica mais artesanal de Minas Gerais vai influenciar muito as novas coleções, com bordados e pedrarias que entrarão com muita força”, completa Lídia Assunção.

 

Fonte da notícia: http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,1,geral,83992