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Empresrios rio-pretenses querem expandir negcios

12/09/2013

Os empresários rio-pretenses estão confiantes no futuro de seus negócios a curto prazo e para os próximos anos. É o que mostra uma pesquisa divulgada ontem pela Agência de Desenvolvimento Paulista, a Desenvolve SP, feita entre junho e julho, em nove cidades-polo do Estado de São Paulo para saber as intenções de investimento de 274 pequenos e médios empresários nos próximos anos. Em Rio Preto, foram ouvidos 23 empresários de todos os setores da economia. 

 
O estudo levou em consideração pontos como grau de dificuldade para a condução dos negócios na cidade, expectativas para a taxa de crescimento média do Brasil para os próximos cinco anos, decisões que deverão ser tomadas em relação a funcionários e mercado, crescimento esperado, prioridades e desafios para os próximos anos e os principais pontos que impactam no desenvolvimento dos negócios. 
 
A confiança é refletida principalmente pela expectativa dos empresários de Rio Preto em relação ao mercado: 83% deles afirmam que pretendem expandir mercado ainda este ano, enquanto que 13% afirmam que manterão a atual fatia de mercado e 4% apostarão em uma redução da fatia de mercado para um aumento na rentabilidade. Este pensamento reflete inclusive no trabalhador, que recebe uma boa notícia com a pesquisa. Dos empresários pesquisados, nenhum pretende fazer demissões até o final deste ano e a maioria (52%) espera admitir novos funcionários até o fim, enquanto o restante (48%) manterá o número atual de trabalhadores. 
 
As contratações, infelizmente, nem sempre são resultado de expansão nos negócios ou no rendimento, diz Luiz Fernando Lucas, o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Rio Preto. “O lado bom das contratações é o aumento da demanda. No entanto, grande parte das contratações são para cumprir exigências regulatórias governamentais. Hoje em dia, o empresário precisa do dobro de funcionários que era necessário há alguns anos para cuidar da parte burocrática de sua empresa”. 
 
Os empresários também estão apostando alto no crescimento de suas empresas: 39% dos entrevistados esperam crescer mais de 10% este ano, com relação a 2012. “O otimismo do empresário paulista se deve principalmente à expansão de setores ligados ao consumo, como serviços, atrelados diretamente ao crescimento da massa salarial que vem aumentando nos últimos anos, especialmente em São Paulo", diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP. 
 
As taxas esperadas são bons números, mais uma prova de que os empresários rio-pretenses esperam o melhor, mas o crescimento, mesmo que acima de média geral brasileira, que é o esperado para Rio Preto nos próximos anos, ilude com a ideia de que a situação é tranquila, quando não é, como afirmou Lucas. 
 
Impostos altos são entrave 
 
Os empecilhos são muitos e, apesar do otimismo, os entrevistados para a pesquisa também esperam crescimento na dificuldade para a condução de um negócio. A maioria dos empresários pesquisados, 74%, apostam em uma dificuldade bem maior nos próximos cinco anos. Entre os pontos críticos para a manutenção de um negócio, a carga tributária e a legislação trabalhista são as campeãs disparadas como a pedra no sapato de 65% dos empresários rio-pretenses. 
 
“Mesmo com a valorização do dólar, ainda é impossível para o produto brasileiro concorrer no mercado interno e a principal razão é peso da carga tributária existente no Brasil. O custo para as empresas é cada vez maior, fazendo com que os ganhos conseguidos com expansão sejam praticamente insuficientes diante da crescente quantidade de taxas”, disse Luiz Fernando Lucas, diretor do Ciesp em Rio Preto. 
 
O segundo ponto crítico mais citado pelos empresários de Rio Preto (43%) foi a questão da mão-de-obra qualificada, em falta atualmente. Um grande problema enfrentado pelo empresário Raphael Leite. “O que vejo hoje no mercado é espaço para crescimento, caso não haja nenhum problema inesperado. No entanto, não há mão de obra disponível. Gostaria de contratar mais, porém falta profissional qualificado", diz. De acordo com Lucas, a principal razão pela falta de profissionais na região foi o crescimento acelerado de Rio Preto que não foi acompanhado pela área educacional.
 
Fonte: Diário da Região (São José do Rio Preto, 12.09.2013)